Usiminas vai ser dividida em 2 partes

  Usiminas pode ser dividida entre sócios

 

Cisão da siderúrgica mineira já foi estudada em 2014, mas, à época, sócios temiam perda de competitividade.  A falta de entendimento entre os controladores da Usiminas, Ternium/Techint e Nippon Steel, colocou a divisão da siderúrgica de volta à negociação, sendo apontada agora como única solução para o imbróglio societário que já se arrasta há cerca de dois anos.

Se essa intenção sair do papel, a unidade de Ipatinga ficaria com o grupo japonês e Cubatão, nas mãos do grupo ítalo-argentino. Essa seria para a Usiminas a saída que se desenha como a única opção ao litígio.

O presidente do grupo Techint, Paolo Rocca, enviou carta ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, em que admite que é necessário avaliar todas as alternativas possíveis, incluindo “possivelmente a venda das suas participações ou a separação de ativos e unidades de produção.”

A alta cúpula dos dois grupos já teria discutido o assunto. Em fevereiro, os presidentes do grupo ítalo-argentino e da japonesa Nippon, Kosei Shindo, chegaram a tratar dessa alternativa. Essa solução não é de curto prazo, já que a separação demandaria a contratação de avaliações, por exemplo.

A cisão, se confirmada, colocaria um ponto final do litígio entre os sócios. Além de ações da Justiça e representações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a crise da Usiminas chegou a envolver o governo de Minas Gerais, que interveio no momento em que se tornou pública a falta de caixa da empresa e o risco de recuperação judicial.

 


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