A ETE do Esgoto Copasa em Ibirité foi superfaturada

Embora na COPASA, o problema de obra superfaturada seja antigo, pelo menos agora o MP esta investigando quando recebe denuncias. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), desta vez, instaurou inquérito para investigar  um superfaturamento e desvio de recursos públicos em obras da Copasa. Esta especificamente, foi  executada pela corrupta construtora Camargo Corrêa no município de Ibirité, na RMBH

Os custos totais da licitação, orçaram por R$ 121,9 milhões.Mas foram feitos muitos  aditivos e reajustes para abastecer a TCHURMA, sob o manto de diferenças não previstas em obra.Fecharam tudo num custo bom para todos e para as cofres da COPASA , da ordem de R$ 180 milhões.

Não bastasse o superfaturamento, nem mesmo fizeram o contratado. Mesmo com os enormes aditivos de 50% do valor inicial, o sistema licitado e contratado não foi concluído. Mas a obra foi entregue e o pior, RECEBIDA como ok. Agora, se quiser concluir o mal feito, a Copasa vai precisar de mais dinheiro e de fazer  outra licitação.Para terminar a OBRA cuja roubalheira bem feita deixou tudo pela metade, estima-se que sejam necessários uns R$ 50 milhões.Por baixo.

Não que Ibirité não mereça.Mas projetar e fazer uma ETE de última geração, coisa que nem BH tem, ou é defesa de causa própria ou é irresponsabilidade geral.  Conforme a suspeita do MP, a empreiteira – velha treteira e corrupta também investigada pela operação Lava Jato – venceu concorrência realizada em 2011 para ampliar o sistema de esgotamento sanitário de Ibirité. Por R$ 121,9 milhões, a Camargo Corrêa se comprometeu a construir uma estação de tratamento (ETE) e redes interceptoras e coletoras de esgoto para levar os resíduos para a estrutura.E não fez nem metade das redes. A ETE, é apresentada e considerada pela Copasa como uma das mais modernas na América Latina.E para corroar o fim de festa da corrupta COPASA e seu empreiteiros,  um ano após a inauguração, a ETE Ibirité opera com metade da capacidade.

O Ministério Público, acha que há indícios de desvio de recursos, má gestão das verbas e superfaturamento na obra. Todo o resto do planeta tem certeza que houve roubalheira  grossa. O inquérito civil que apura as irregularidades foi instaurado em setembro do ano passado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.

De acordo com o promotor responsável pelas investigações, Eduardo Nepomuceno, um representante da Copasa já foi ouvido e, agora, a central de perícias da promotoria analisa documentos encaminhados pela empresa.Ainda não ouviram presidentes, diretores , superintendentes e  engenheiros que assinaram os contratos , medições e autorizaram os pagamentos. Se o MP chama-los ao Show, tenham certeza, muita gente vai e quer cantar.


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