Prefeito de Montes Claros continua preso

Justiça Federal mantém prisão de prefeito de Montes Claros e secretária de Saúde

A Justiça Federal manteve a prisão do prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB),dono do jornal HOJE EM DIA, ** elogiado pela esposa, deputada Raquel Muniz (PSD), durante a sessão da Câmara dos Deputados que decidiu pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma.  A prisão da secretária de Saúde Ana Paula Oliveira também foi mantida.

Ambos foram presos no dia 18 de abril por envolvimento no ‘favorecimento ilegítimo’ do Ambar Saúde (Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira), ligado à família do prefeito.

O Ministério Público Federal atribuiu ao prefeito de Montes Claros, no Norte de Minas, Ruy Muniz (PSD), um “amplo projeto criminoso” para favorecer seu grupo econômico. Ele foi preso na última segunda-feira pela Polícia Federal.

O procurador regional da República Alexandre Camanho de Assis ,na denúncia de 55 páginas contra Muniz, entregue ao Tribunal Regional da 1.ª Região (TRF1) no dia 12 de abril, afirma que o prefeito realizou “favorecimento ilegítimo” do Ambar Saúde (Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira), grupo hospitalar ligado à família do próprio prefeito. Segundo a acusação, Muniz “destruiu” hospitais concorrentes na cidade .

Na denúncia de 55 páginas contra Muniz, entregue ao Tribunal Regional da 1.ª Região (TRF1) no dia 12 de abril, o procurador Regional da República Alexandre Camanho de Assis afirma que o prefeito realizou “favorecimento ilegítimo” do Ambar Saúde (Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira), grupo hospitalar ligado à família do próprio prefeito. Segundo a acusação, Muniz “destruiu” hospitais concorrentes na cidade.

A Polícia Federal estima que 1,6 milhão de pessoas foram afetadas pelos crimes atribuídos ao prefeito.

Ruy Muniz foi preso por ordem do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1). Também foi presa a secretária municipal de Saúde Ana Paula de Oliveira Nascimento. “A secretária municipal de Saúde aderiu ao programa criminoso de seu chefe”, diz a Procuradoria.

Na denúncia contra Ruy Muniz, a Procuradoria faz um histórico de sua carreira.

“O acusado Ruy Muniz tornou-se notório no Estado de Minas Gerais, em fins dos anos 80, por um golpe milionário contra o Banco do Brasil. No final dos anos 90, em negociação nebulosa, assumiu uma entidade filantrópica preexistente e passou a sistematicamente abusar de sua personalidade jurídica para vultosa sonegação de tributos e contribuições beneficiárias perpetrados suas empresas, ingente enriquecimento pessoal e familiar, e proselitismo político”.


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