Parada GAY/SP

Parada Gay tem sua 20ª edição em São Paulo

Ocorreu neste domingo, 29, a 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transsexuais) em São Paulo, capital. O evento iniciou às 13h10 com o discurso da Drag Queen Tchaka, e teve 17 trios no desfile este ano.

Os trios saíram da Paulista no sentido Rua da Consolação. O show de encerramento aconteceu à noite no Vale do Anhangabaú.

O tema da parada foi Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a transfobia. A ideia deu visibilidade ao segmento T, ou seja, travestis, mulheres e homens transsexuais, com foco na luta pelos direitos civis e por menos preconceito da sociedade.

A transsexual Daniela Marquezine participa da parada há cinco anos, e disse que para ela, o tema tem importância especial, devido ao número alto de transsexuais que morrem por preconceito.

“Queremos lutar contra isso mostrando para a sociedade que somos seres humanos e temos nossos direitos e lugar na sociedade. Não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transsexual e a travesti são apenas objetos sexuais, pois temos capacidade para muitas coisas”.

Atena Joy, recepcionista e transsexual analisa a importância da aprovação de uma lei de identidade de gênero.

“Precisamos da lei para pararmos de morrer nas esquinas. Queremos ter o direito à cidadania, que é o mínimo. O Brasil precisa mudar essa mentalidade machista e misógina”.

Dayse Cristina Eastwood é advogada e tem uma filha homossexual que é bem sucedida como executiva de uma multinacional. Mesmo assim, ela decidiu apoiar a luta LGBT em nome dos filhos de outras mães, que ainda não conseguiram essa afirmação.

Segundo ela, entre as letras LGBT, o segmento transsexuais é o que tem maior dificuldade para estudar, conseguir emprego, e por isso existe a luta.


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