Editorial – O poder mudou-se do Planalto para o Jaburú

 

 Quem precisaria de 3º tempo é Aécio.O PMDB, nem de eleição. Ele toma o poder sem revolução! 

 

Dilma convidou Michel Temer para a coordenação política do governo.Ela queria que ele assumisse a Secretaria de Relações Institucionais. O vice-presidente  que mora no Jaburu e não é Jacú , recusou mais esta despromoção a ministro. Da mesma forma que antes disto, ele sabendo que a legião dos afogados queria nadar com ele, amavelmente recusou a participação na reunião descasca pepino de toda manhã. Ainda mais ele que é tão maleável como liga com memória.E não é modo de Jaburu ficar segurando igual jacú “a coisa” para a turma do núcleo duro.Acima de tudo e política a parte, não fica bem para a imagem de marido da joia Marcela, pegar fama de segurar ‘coisa dura’.

Tudo combinado no jantar do PMDB do dia anterior, foi ele Temer , quem sugeriu o  new design do organograma.Onde sutilmente as atribuições da agora extinta SRI, passariam a não se molhar se passassem a ficar debaixo do guarda-chuva da Vice-Presidência.Teoricamente, isto garante que a arapuca montada pegue os passarinhos desejados e  que os acordos negociados e selados por S Exca,o novo rei,  serão cumpridos .E  evita que haja pitacos ou choques com a Casa Civil, que parece vai entrar em reforma e o inquilino terá que se mudar para lugar menos inconveniente e deixar os novos  pedreiros trabalharem em paz .Mesmo porque  é necessário que tudo não fique como dantes no quartel de Mercadantes, pois ele  ou qualquer ocupante de fora da camarilha seria problema certo.

Isto tudo concomitante e/ou depois da resistência imposta por Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao nome de Eliseu Padilha. Para não ficar totalmente como uma simples figurante de rainha da Inglaterra neste novo script do poder, vazou-se que tudo isto era fruto de um combinemô da maquiavélica rainha  Dilma e do fiel escudeiro Temer.E que esta reviravolta vigorosa , embutia a decisão de inclusive alijar os presidentes do Senado e da Câmara desta jogada de mestre da rainha : a definição do vice como novo rei articulador.Ha,ha,ha!!

Peça escrita, falas ensaiadas,  o script feito e  bem decorado pela rainha Dilma, tudo pronto para anunciar ao som de trombetas a chegada do novo rei Temer, os presidentes da Câmara e do Senado ‘and’ outros caciques, com caras de marido traído, já  diziam nos corredores que nada sabiam. Caciques do PMDB chegaram a dizer que a opção pelo vice não faria “o menor sentido”.Pois é , mais que sentido, fez-se o planejado no PMDB

Enquanto isto a pseudo escolha de Temer foi classificada na plateia desavisada como  “a cartada final” da hábil rainha da Inglaterra – Dilma — .Isto dito tanto por petistas quanto por peemedebistas menores. “ Se nem o vice conseguir articular o PMDB, acabou o governo diziam os desentendidos. É tudo ou nada”, diziam os ‘argutos’ planejadores petistas.

Como todos sabem o  roteiro finalizador é fixo nas tragédias gregas.Na coxia os caciques do PMDB relatavam ontem  que o novo design imposto a Dilma para que Temer assumisse a articulação com o Congresso , não foi um “apelo dramático”.Foi talvez o ultimo  xeque  antes do mate finalizador, pois a presidente não tinha mais outras soluções.

Ainda mais depois que na reunião com centrais sindicais, o cacique do triunvirato ,  Eduardo Cunha voltou a advertir Joaquim Levy (Fazenda) de que as medidas provisórias de cortes  nos benefícios trabalhistas não passarão da maneira como vieram do Planalto.Com a reforma na beira do precipício, a rainha teve que segurar na única corda que lhe deixaram pegar. Como no cheque pastor, dá pra antever MATE em poucos lances. Ou para evitar derrota maior, tombar a rainha.


Nenhum banner cadastrado ainda

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien