O projeto de um novo museu em Nova Lima

 

 MOVA

Um novo projeto de museu esta em curso em Nova Lima.Ele foi Idealizado pelo empresário Belo Horizontino Jeferson Rios, recebeu apoio da PMNL, com o comodato de um terreno em Alphaville.

 

O nome do futuro novo Museu é Mova(http://www.movacultural.com.br/) e a proposta em si é inusitada e inovadora em Minas Gerais.Museu  de Objetos e Veículos Antigos (Mova), e o nome do novo museu que será implantado com recursos da Lei Rouanet, em Nova Lima.Seu acervo será constituído por Automóveis, peças e utensílios que sobreviveram ao tempo. Boa parte deste futuro acervo já esta guardado em quatro galpões no bairro Esplanada, região Leste de Belo Horizonte.Ele se compõe de aproximadamente 8 mil itens já catalogados e que ficarão expostos em um espaço nobre de 10 mil m² na região de Alphaville, em terreno cedido em comodato pela prefeitura de Nova Lima por 20 anos.

Existem alguns destaques dentre as preciosidades que serão exibidas ao público.Um exempo e o primeiro modelo de televisor fabricado no mundo – o RCA Victor 1948 –.Na parte dedicada a Automóveis, além de jipes utilizados na Segunda Guerra Mundial, na Guerra do Congo, incluem-se veículos do golpe militar de 1º de abril de 1964, que derrubou o presidente João Goulart.

A coleção é diversificada e eclética,Reúne jukeboxes resgatadas na outrora zona boêmia da capital, rádios, gramofones, pimballs dos anos 1950, geladeiras a querosene (dos anos 1920 e 1930), bicicletas e móveis do Palácio de Versailles, em Paris.

Jeferson Rios Domingues , o incansável motor deste projeto, diz: “Nosso projeto se propõe à construção de um complexo cultural e de entretenimento temático, para dar a uma coleção de carros e artigos antigos, reunida ao longo de quase 40 anos, uma destinação pública, educativa e cultural que melhor se traduza na forma de museu”, afirma o empresário belo-horizontino.

O empresário Jeferson Rios Domingues, de 68 anos, morador do bairro de Lourdes é o e idealizador do Instituto Cultural Artigos e Carros de Época (Icace).

Muitos são os Tesouros que hoje estão espalhados pelos galpões do bairro Esplanada. Amontoados ou pendurados no teto eles resguardam a genialidade de seus  inventores. “O museu é o cartório de registros da história”, diz Rios, que atua na seleção, compra e restauração de peças e veículos antigos.

Ele conserva a primeira bicicleta da Harley-Davidson, uma bomba de gasolina dos anos 1920, sinos de estação de trens, microscópio do início do século 20, relógios de parede, chopeiras feitas em pinho de riga, câmeras fotográficas, lambretas, lampiões dos tempos de escravidão, mapas e equipamentos militares dos anos 1940, como morteiro de guerra e canhão antiaéreo.

Vivendo sempre a cata desses “tesouros”, ele viaja pelo mundo agora e já esteve na Argentina, nos Estados Unidos e na Europa. Circulou por várias regiões do Brasil procurando motores, maçanetas, para-choques e volantes e tudo que hoje faz parte do acervo do futuro MOVA

“O colecionador quer peças que são inusitadas e que ninguém tem”, justifica o bioquímico aposentado e guardião inveterado de objetos, móveis e veículos antigos. “Para quem restaura, nada se perde. Guardo tudo”.

Jeferson Rios alugou peças para compor cenários dos filmes “O grande mentecapto” e “O menino no espelho” e da minissérie “Hilda Furacão”, ambientados em diferentes épocas da capital mineira. Segundo ele, festas de aniversário de 15 e de 60 anos costumam requisitar as antiguidades também.

Depois de uma luta insana de mais de três anos  junto ao Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), Jeferson Rios anunciou que o Icace foi considerado pelo Ministério da Cultura apto a captar recursos para implantação do Mova, através da Lei Federal 8.313/1991.

  O novo Museu de Nova Lima, o Mova,  terá dois andares e oficina para capacitar a comunidade

O arguto e ousado projeto prevê a construção de prédio de dois pavimentos, que abrigará o museu, reserva técnica, gerenciamento de coleções, pesquisa, biblioteca, ações educativas (sala para oficinas de capacitação para estudantes e comunidade).

No primeiro se concentram os espaços para exposições e laboratórios de conservação e restauro. No segundo piso ficam os espaços destinados às atividades de apoio técnico, administrativo e cultural.

Esta previsto que o anexo terá restaurante temático, com mostras temporárias do acervo, exibição de filmes e apresentações musicais com repertório correspondente à época. Além disso, será criado um espaço de entretenimento com bar, café e lanchonete, além de um hotel para carros antigos, onde os colecionadores poderão guardar seus veículos.

Todo o acervo, presente e futuro , para compor o Mova, sofrerá um rígido  processo de documentação museológica com arrolamento, inventário, ficha catalográfica, banco de dados, documentação fotográfica, marcação e registro dessas.

O Mova abrigará exposições de longa duração, temporárias e itinerantes, além de cursos, palestras, workshops e projetos que viabilizem o acesso qualificado da população à cultura e à educação. Nesse contexto serão realizadas oficinas de interação familiar, entre pais e filhos, com montagem de carros e artigos de época.

Esta previsto que a entrada para visitação do Mova será gratuita para idosos (acima de 65 anos), crianças até 10 anos . além de alunos de escolas públicas. Os demais estudantes pagarão meia entrada e o público pagará ingressos com preços acessíveis a todas as camadas sociais.


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