MERCATOR – O que fazer se a Dilma sair

ONDE INVESTIR ? Como agir?Que caminhos trilhar? 

Exibiremos abaixo o resultado de nossa pesquisa ao mercado, onde consultamos  vários empresários, analistas e economistas especialistas . Além de variados empresários de diversificados segmentos, estando entre eles professores renomados das boas escolas de adm da RMBH. Alguns deles, são responsáveis por administrar investimentos pesados,  com carteiras expressivas de milhares de clientes.

Foram duas as áreas definidas na consulta. Produtos & serviços, e mercado financeiro.

Embora guardem semelhanças, as áreas dependem de conjuntos de variáveis diversas  na analise de sua conjuntura.Tem em comum o ambiente Brasil. Aliás diga-se de ´passagem o péssimo ambiente Brasil.Tanto no aspecto de gestão publica, no político e no que mais interfere no ambiente de negócios: o espírito da coisa !

Na area de produtos e serviços, todos concordam com: primeiro, so use capital próprio na medida do disponível. Evite empréstimos .Em seguida a máxima de que em hora de crise, no meio dela,  não e hora de mudar rumos e sim de solidifica-los. Peneirar fino. Com atitudes de  uma firme e aguçada gestão de estoques, comprando bem, com menores preços, maior qualidade e prazos, não comprando quase nada fora do mix realidade, entrou/saiu. E pegar firme na tarefa de revisar processos internos, reduzir custos ( margens também), otimizar produtividade  e eficiência principalmente de MO(Mão de Obra) .Só trocar MO, se for diagnosticada uma oportunidade para melhorar a qualidade, reduzir custos e aumentar a expertise. Ou em caso  de a frente de vendas ou loja, zerar ou tender visivelmente a isto.Claro que depois de esgotadas todas as promoções e artifícios comerciais possíveis. Por isto agora  e sempre os homens de marketing valem ouro.

No mercado financeiro,  a opinião geral da maioria, é que as atuais cotações de mercado, estão mais relacionadas a reações de componentes ligados a ataques especulativos e outros similares ,  causados mais por pânico de mídia do que por fundamentos econômicos específicos.Por enquanto, no Brasil e no mundo, os mercados funcionam.Deflacionados mas funcionam.

Muitos investidores estão perguntando o que podem ou devem fazer, onde devem investir e o que pode acontecer num cenário interno de impeachment com uma possível onda de insegurança, fruto de  manifestações e ânimos acirrados.

Os  cenários possíveis de potenciais mudanças, são os decorrentes de um quadro de renúncia/afastamento da presidente ou um eventual impeachment. Estes os pontos são os mais analisados e mastigados: o que – ou não -.fazer se acontecer?

A grande maioria dos analistas não  tem um resposta uníssona.Ficam cautelosos ao comentar sobre o assunto, mesmo porque investidor gosta de certeza e caminhos sólidos, coisa meio que impossível numa analise conjuntural de hoje. Problemas desconhecidos não possuem soluções cartesianas. Como nada se consolidou ainda, pouco se pode afirmar ou indicar.

Não há possibilidade de traçar exatamente como será o futuro. Entretanto, podemos fazer algumas considerações a respeito, para certificar que o seu patrimônio estará blindado independentemente do desfecho.

Afinal então, o que podemos fazer ou onde podemos investir nesse momento?

Fazendo-se uma analise da atual conjuntura, fica fora de dúvidas de que o governo atual é um alto fator de pressão sobre o preço dos ativos brasileiros, sobretudo os ativos de risco.

A questão é bem pragmática. Mercados não tem preferências ou  não gostam de governos por questão ideológica ou qualquer outro motivo, por mais sexual e atraente que seja.Mercados se regem por rentabilidades e lucros.Mas baseados  na realidade dos fatos.

Hoje, a inflação ruma firme para dois dígitos, a taxa de juros real (descontada a inflação) é a maior do mundo, nossa economia tende a sofrer queda da ordem de 2% este ano e recessão novamente em 2016. Reversão disto só no cenário de 2017. São fatos concretos.

Como consequência, o dólar disparou a R$ 4,00( pode chegar a 5) e a Bolsa brasileira, se analisada em dólares, beira o piso de preços registrado na crise de 2008.

Mas por que esse governo merece prêmio de risco? Analisaremos  três fatores que embasam a tese do premio de risco.

Primeiramente porque não há confiança, além do ministro Joaquim Levy, no ajuste ortodoxo. Permeia no pensamento coletivo a ideia de que se for necessário eles abandonarão o ajuste das contas e resgatarão a “ velha nova matriz econômica”, mãe da política que nos colocou nessa situação de hoje e já descrita acima.

Além disso, porque há uma situação de conflito com o Congresso, particularmente na Câmara. E para desequilibrar mais e nos afastar de um caminho seguro nesse momento, o Senado esta estendendo a mão ao Governo, preferindo as razões políticas do que as econômicas a vista.

Existe uma tensão entre o legislativo e o executivo, que parece ultrapassar as decisões estritas a respeito do mérito dos temas…

Claramente há ali uma rixa pessoal ou algum enfrentamento direto que esbarra em outros elementos que vão além do fato de ser favorável ou não à medida. Então esse governo impõe uma dificuldade a mais no Congresso para passar as medidas.

O terceiro fator é o que observo sobretudo na questão do patamar das taxas de juros. Alexandre Tombini fez uma má gestão no seu governo passado e hoje e não tem credibilidade para confiarmos em sua política macro. A comprovação é que sob sua gestão não conseguimos cumprir a meta de inflação. Tombini precisaria subir mais os juros, com os ativos brasileiros cada vez mais desvalorizados. Com isto , os investidores exigem mais retorno para apostar no sucesso de papéis brasileiros.E isso impõe custos adicionais ao Brasil.

Se advir a possibilidade de impeachment, já precisaremos correr para comprar Bolsa, vender dólar ou comprar títulos pré-fixados.

Acredito que o momento ainda é de muita cautela, pois não sabemos como se dará essa travessia. O impeachment hoje é um elemento de incerteza. Melhor ficar onde esta até podermos vislumbrar com mais certeza o rumo do navio Brasil .

Para o caso de renúncia, o cenário que vai se apresentar com certeza sera uma  tendência otimista, de valorização dos preços. Ou seja, sob essa perspectiva otimista, compraremos muitos ativos de risco, pré-fixados e venderemos dólares estocados.

Se o cenário for de coalizão, com impeachment e Michel Temer assumindo e somando forças com a oposição e parte dos que hoje apoiam a presidente, também seria interessante comprar ativos de risco, mas menos que no cenário anterior  Compraremos BOVA11, pré-fixados e venderemos moeda de estoque e proteção em dólar. Diferentemente do cenário de renúncia, em uma transição mais pacífica, lenta e otimista,  não poderemos ter tanta agressividade nas aplicações.

E há sempre o risco de no meio deste mar político aparecer um messias ou  um extremista, tanto da direita quanto da esquerda, visto esse cenário de vácuo de poder. Mas creio que não se materializará, pois acho que instituições brasileiras ainda parecem ser fortes e os candidatos a empreitada, fracos.

Como ainda há essa ameaça, por enquanto não compraremos ativos de risco. Ficaremos em dólar, CDI,Tesouro Selic, Fundo DI e títulos atrelados à inflação.

Nesse cenário de incerteza é isso que faremos. Caso se configure um cenário de renúncia ou um governo de coalizão, ampliaremos o nosso apetite para ativos de risco.

Por ora, vamos continuar olhando o panorama da ponte e manter a bunda bem grudada na parede.


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