MERCATOR – A diferença entre produtos orgânicos e convencionais -1ª parte

O alto preço dos ORGÂNICOS é sem duvidas,  o maior empecilho e limitador de uma mais rápida evolução no consumo de orgânicos: diferenças de preços que hoje chegam a 470%

No mercado mineiro, embora exista um bom numero de ofertas de produtos orgânicos, tanto em fontes de abastecimento como de pontos de comercialização, a diferença de preço entre os produtos orgânicos e os convencionais ainda é alta, e pode superar o preço dos chamados produtos normais de mercado em ate 470%. Um caso que se pode citar com mais objetividade é o do frango congelado.O comum esta em 3,70 o kilo e o orgânico a 12,00 em media.Similar é o caso do filé de peito de frango. O peito do frango de granja, convencional é vendido, em média, por valores entre 8,70  a R$ 12,90,  enquanto o orgânico custa R$ 27,80 a R$ 48,00 conforme comprovam as pesquisas.

Os produtores atestam que “o preço é um limitador real [para que possa haver o consumo em massa].Entre muitos motivos como custos e tempos de produção, ressalte-se o maior que é, não só a de escala na produção, como também sua limitação natural. Com mais vendas, iríamos vamos conseguir reduzir os valores cobrados”, afirma. Mas isto não significa que todos poderão consumir, pois o numero produzido sempre será insuficiente para todos.Melhorar não significa ganhar a corrida de preços.Sempre haverá diferenças sensiveis.So que não serão absurdas como hoje são.

Os compradores das grandes redes de supermercados, também reconhecem que o preço ainda é mais alto, mas ele ressalta que ao longo do tempo essa diferença está diminuindo.

É regra de mercado que “quando as vendas de uma categoria de produtos  cresce, dando valor escalar ao mercado, o preço naturalmente cai. O que vemos por exemplo  é que a cesta de produtos orgânicos do dia a dia, como açúcar e café, já não tem uma diferença tão grande do preço dos não orgânicos.Embora isto seja mais fácil de obter em certas culturas que tradicionalmente tem alta produção, nas de produtos perecíveis e de menor escala, isto é mais dificil.

Tentando fazer com que pequenos produtores possam participar da economia da inovação, ONGS especializadas e alguns gestores, municipais ou estaduais, tentam dar algum tipo de subsidio aos pequenos, como transportes e locais em feiras para comercialização.

Inicialmente a maior parte das atitudes da´certo , tanto no que se refere a oferta como a demanda. O maior problema esta na sustentabilidade e continuidade. A maior parte dos apoiadores, depois de certo tempo, tentam deixar que os próprios produtores se cuidem e saem do circuito.E ai que em pouco tempo, sem os subsídios e redes de proteções, a grande maioria dos produtores , por falta de condições são obrigados a largar o mercado.

Qualquer tentativa de quebrar o ciclo ou as linhas de funcionamento da cadeia logística, como de subsidio a transportes de longas distancias,para dar chance ao pequeno de comercializar em um mercado que consome e pagam melhores preços,  so funcionam enquanto operam.

E sempre fica a lição , pois fora da ‘cadeia de  logística do mercado’, as chances de sobrevivência comercial dos produtores de orgânicos, é quase zero.


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