Mercado espera juros estáveis

BC deve manter juro em 14,25% ao ano

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (27) e deve manter, pela sexta vez seguida, os juros básicos da economia brasileira estáveis em 14,25% ao ano. Trata-se do maior patamar em quase dez anos, segundo previsão dos economistas do mercado financeiro.

Ao subir os juros ou mantê-los elevados, o BC encarece o crédito e reduz o consumo no país, atuando assim para segurar a inflação que mostrou resistência em 2015 e no início de 2016. Por outro lado, os juros altos prejudicam o nível de atividade da economia brasileira e, também, a geração de empregos.

A economia brasileira passa pela maior recessão de sua história. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) teve retração de 3,8% e, para este ano, pode ser maior ainda, de 3,88%. Se confirmado, será a primeira vez na história com dois anos seguidos de encolhimento do PIB.

Desse modo cresce o desemprego. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desemprego ficou em 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro – o maior índice da série, iniciada em 2012. Pela primeira vez, a taxa da Pnad Contínua atinge dois dígitos. Esses fatores contribuem, teoricamente, para o controle da inflação.

Porém, ainda influenciada pelo alto patamar do ano passado, a inflação brasileira, em 12 meses, segue elevada, apesar do recuo nos meses recentes.

A expectativa dos economistas dos bancos para a inflação deste ano vem recuando nas últimas semanas por conta do cenário recessivo da economia brasileira e do aumento do desemprego.

Ao comentar o cenário da economia durante uma audiência no Congresso Nacional, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que o balanço de riscos para a inflação permanecia “desafiador” e que a estratégia da instituição para a taxa de juros não contemplava, naquele momento a redução de juros.

Com o cenário do possível afastamento da presidente Dilma Rousseff, a presidência do BC pode mudar, caso entre um novo governo. Mas mesmo assim a tendência é de que os juros diminuam. E é possível pensar em ciclo de queda da Selic a partir de julho, animando o mercado.

 

 


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