Lixo Metropolitano: planos para por mais dinheiro no lixo?

 Plano de R$ 677 milhões quer eliminar bota-foras até 2040. E muitos, com razão,  se perguntam porque 25 anos para atingir este ponto?

O problema da destinação do lixo e de resíduos, que devia ter sido resolvido até a data limite prevista pelo plano nacional do ministério das cidades  –  até o ano passado – recebe agora e só agora, um planejamento da ADRMBH, para tentar soluciona-lo.

Nesta quinta-feira (31/03/2016), a Agência de Desenvolvimento da região metropolitana de Belo Horizonte lançou plano para eliminar bota-foras clandestinos de lixo em 34 cidades da Grande BH e outras 16 do colar metropolitano. A proposta é integrar a gestão de destinação final de resíduos de serviços de saúde, da construção civil e volumosos.

Muitos dos grandes especialistas da área, duvidam e criticam a proposta, que contem velhos conceitos , como o de que restos vegetais( folhas e galhos) são lixo, quando na verdade se enquadram como matéria prima de qualidade, na produção de adubo orgânico.Alem disto altamente valorizado, com mercado infinitamente grande, demanda firme e sedento de oferta visto a falta de produto.

O Plano Metropolitano de Gestão Integrada de Resíduos Especiais com foco em Resíduos de Serviço de Saúde (RSS) e Resíduos de Construção Civil e Volumosos (RCCV) estima investir R$ 54,8 milhões para rejeitos de saúde e outros R$ 622,89 milhões para lixo de obras. E serão finalizados só em 2040, os primeiros resultados surgirão em dois a três anos.

Serão implantados oito novos aterros Classe A, 18 usinas de reciclagem, 138 pontos limpos, 21 áreas de triagem e transbordo, duas áreas de armazenamento e transferência de materiais cerâmicos e quatro plantas de recuperação e reciclagem de papel, papelão e madeira.

A atual estrutura possui 74 pontos limpos, cinco usinas de produção de reciclados, 11 plantas de recuperação e reciclagem e 34 aterros Classe A.

Segundo o chefe de gabinete da agência e coordenador geral do plano, Gustavo Medeiros, o planejamento começou no segundo semestre de 2014.

Outro ponto falho no plano apontado pelos especialistas, refere-se a falta de inclusão de soluções educacionais no projeto, para que no médio e longo prazos, os participantes atendidos pelo plano passem a ser parceiros na otimização do processo e na logística

O principal problema será a falta de logística de fiscalização com a destinação final de entulhos de obras civis, além de bota-foras clandestinos. “Os resíduos de saúde são menos problemáticos, pois já há leis determinando que quem gera o lixo deve dar a destinação correta ao mesmo”, disse Medeiros.

PS- Uma solução  para este problema de fiscalização, seria atualizar-se as leis vigentes, criando-se um sistema de pesadas multas para infratores;Os fiscais seriam “qualquer um”, onde quer que fosse, que fotografasse a ilegalidade, o infrator e maquinas ou veículos.Ao entregar o material da infração ao órgão responsável, recebesse por exemplo 30% da multa. Ele se tornaria fiscal “ ad hoc” no momento do flagrante do delito. Ai não seria preciso gastar um santo centavo com funcionários. Teriamos milhões de fiscais, gratuitos,  ávidos por serem os primeiros a denunciar.( e ganhar) 


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