Kroton compra Estácio

O INSS das velhinhas holandesas,(fundo de pensões holandês) vence mais uma. Acordo entre Estácio e Kroton vai movimentar educação a distância.

Foi assinado nesta ultima sexta feira , 08-07-2016 , com o aval do conselho de administração da ESTÁCIO, a aprovação da união com a Kroton. Agora o mercado de ensino superior se prepara para abrir a temporada de negociações das instituições de cursos a distância.

Ainda falta o aval do CADE para ser concretizada a transação Kroton/Estácio.

Líder na educação presencial, a Kroton é também dona das duas maiores marcas de ensino a distância, a Unopar e a Uniderp, que juntas correspondem a cerca de 40% do total de matrículas —a Estácio, sétima maior, tem 3,6% desse mercado.

O segmento de cursos a distância EAD, é hoje uma das lucrativas apostas das grandes companhias devido ao custo mais baixo para a instituição e o aluno.

O modelo saiu de uma fatia de 0,8% do mercado privado em 2004 para mais de 20% em 2014, segundo o Ministério da Educação. Para 2016, a estimativa é que se aproxime de 30%, segundo especialistas do mercado.

Desde que o governo anunciou, no fim de 2014, restrições ao Fies (crédito estudantil), O segmento de ensino a distância –EAD – passou  a ser quase um caminho único para o aluno de baixa renda uma opção de obter diploma a preços que possa pagar.

O ensino a distância não é atendido pelo Fies e por isso não sofreu o impacto do enxugamento do programa.

Nas planilhas fantasiosas do custo, apresentadas à midia para justificar o preço EAD, a mediana das mensalidades da graduação — caiu de R$ 327 em 2012 para R$ 290 neste ano. A realidade é muito diferente. Coisa de 60% menor, dizem especialistas em custos de cursos. Enquanto na direção contrária, o custo do presencial, sempre crescente seja pela inflação,seja por aumentos de custos de MO, foi de R$ 667 para R$ 755 no período.

“O EAD – on line – é mais barato , pois praticamente não tem o cuspe e giz da mão de obra, que pode ser substituída por tutores leigos. Além disto, a maioria da escolas, faz com que o professor convencional produza o conteúdo e o paga por fora.Com isto e muito mais, a astronômica redução de custos, permite uma muito maior lucratividade no segmento

Por motivos puramente econômicos, “esta em curso um processo de migração [do presencial para o ensino a distância] principalmente dos alunos que têm dificuldade de pagar”, a grande MAIORIA.

O processo de ensino EAD,do ponto de vista da qualidade, é muito  questionada por estudiosos do processo educacional e educadores.Um curso a distância equivale ao presencial, mas somente porque está sujeitos aos fracos  requisitos e fiscalizações do MEC.

“Não podemos ser contra esse modelo, devido à possibilidade de formar os rincões. Mas é preciso observar a retenção do aluno, o papel do professor, quantos alunos estão sob a responsabilidade de um tutor”, diz Celso Napolitano, Fepesp (federação de professores de São Paulo).

A evasão de alunos na modalidade “”ENSINO A DISTÂNCIA”” é “monstruosa”, orbitando que em um numero perto de 50% a 60%.Eles desistem dos cursos antes de concluir.Por analise simples podemos concluir que a tendencia,  por assim dizer, que teremos uma socidadade  de no minimo de duas a quatro classes no mercado profissional do futuro. A classe AA dos que podem pagar presencial e a classe  B,C,D, dos que só se formam no fraco EAD.

 


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