Editorial – Os cães ladram e a caravana passa….

 

 

A batalha de Zeca Camargo contra os ninguém mexeu com a midia: a patrulha não gosta da verdade nua e crua.

O poder da opinião gera o medo: para o bem ou para o mal

Segundo consta no dicionário Michaeles, a palavra opinião pode ser definida como: 1. Maneira de opinar; modo de ver pessoal; parecer, voto emitido ou manifestado sobre certo assunto. 2. Asserção sem fundamento; presunção. No entanto o que vemos hoje em dia pouco tem a ver com a definição da palavra.

As pessoas do povo em geral, com o acesso geral e irrestrito ao mundo da internet e da TV, estão de um certo modo,  mais corajosas (destemidas talvez pela manifestação anônima que pode ser ouvida) e não perdem a oportunidade de deixar claro seu posicionamento e opinião. Melhor ainda, como diria minha mãe sabia velhinha: “es dora dar um parpite”! A maioria deles, devido a pouca escolaridade ou formação deficiente, sem pertinência e beirando o extremismo xiita, autoritário e sintomático da síndrome do ninguém.

Atrás de um computador, plugados numa rede social então,  se tornam mais corajosos ainda. Qualquer manifestação, fala ou ação, bem ou mal interpretada – maioria-  que não coincida com suas preferências e crenças, joga na desgraça o contrariador do internauta.E ai, em busca de apoio ao seu achismo radical, sai na busca de outros ninguéns iguais ele  e emite rapidamente milhares de posts e comentários.Que se espalham virais na rua rede e adjacências. Mas afinal se todos tem o direito de se expressar e defender sua opinião, por que alguns quando o fazem são julgados e pré*condenados? E o problema chamado cientificamente de conhecimento de fé.

Um ato recente que exemplifica tudo que foi dito até aqui.É a história do bom jornalista Zeca Camargo, do plim plim,  que foi julgado e condenado pelos internautas após fazer uma boa,e pertinente analise, fria e isenta.Coisa rara na Globo News.Tudo isto, em relação a pseudo comoção ocorrida em relação à morte do desconhecido do publico da grande alta mídia, o cantor Cristiano Araújo.

Erros, acertos e críticas à parte, o fato é que Zeca, que acima de tudo é um cara capaz, uma pena a se temer,  tem o direito de manifestar sua opinião, assim como todos os ninguéns . Tamanha foi à repercussão do ocorrido que Zeca ( foi obrigado) precisou se desculpar , pura e simplesmente por dizer uma verdade: que o cantor era relativamente desconhecido do grande publico e que faltam boas referências culturais atualmente no país.Depois da morte ou aposentadoria da elite cultural e musical de meados  seculo passado até aqui, realmente ficamos orfãos de bons valores,embora premiados com uma mare cheia de achés, sertanojos e funckados.

Até processo de algumas famílias dos ninguém, o coitado do Zeca amargou.O porque do indevido só seu juiz vai poder dizer. Ou não. Tem juiz que vê o invisível. Como? Não vos é dado saber das prerrogativas dos deuses.

O Zeca apenas disse o que pensava e  junto com ele existe uma parte da população culturalmente mais graduada que concorda em gênero, numero e grau. (certamente coxinhas segundo a Patrulha)  mas que em meio aos fartos exemplos de tantos ataques,  preferiu e prefere sempre não emitir sua opinião.

Nada mais definidor para esta anomalia social que o provérbio árabe, popularizado como mote pelo lendário colunista social, Ibrain Sued :

‘’Os cães sempre ladram quando  a caravana passa ao largo”.

 


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