Editorial – Bonitinha mas ordinária.

A parafrase com o histórico filme, reflete a realidade da situação, sobre a ideia de salvar a peça de ficção do orçamento federal de 2014 

Numa analise simplória e ad hoc,  de procedimentos no mundo da prestidigitação, sobre o mesmo truque, usado por diferentes pessoas, mostra-nos 3 diferentes conclusões básicas. A primeira, a  inculpabilidade do método, qualquer que seja, pois ele serve igualmente a qualquer um que queira ser seu senhor. A segunda, mostra que a simples ênfase dada a mesma palavra num discurso, muda-o de elogio para critica. A terceira mostra que como o quantitativo de remédio, aqui também existe  a diferença entre sarar e matar. Da mesma forma que a mesma maquiagem, só na dosagem,   diferencia senhoras respeitáveis de putas.

Explicito agora antes que tarde, neste adendo ao embasamento do raciocínio inicial, muito em respeito  a verdade e mais preventivo à patrulha, esclareço que: ‘com todo o respeito,cortesia, consideração e prazer que hoje as putas me merecem’.

Nesta semana que se tornou imortalmente histórica sem querer ou saber , o governo de plantão  do presidente Dilma Rousseff (PT),  anunciou aos quatro ventos, a tentativa de colocar em cartaz mais um de seus sempre grotescos espetáculos.Inebriado possivelmente pelos efeitos deusídicos da ultima picada da mosca azul do poder,  achou que tendo sido alçado ao pretenso ilimitado poder das urnas, com que foi ungido, resolveu  poder fazer mágica imaginaria virar  realidade.

Não aquela que os alquimistas perseguiam no intuito de transformar pedras brutas e metais quaisquer em ouro.Embora a ideia objetivo seja próxima disto senão a mesma,  a verdade esta mais para o tentar  ganhar o jogo que perdeu pela inata e petista incompetência do time e do capitão,embora embasada no principio lógico matemático do simples e eterno motivo do poder:  de ser o dono da bola.

Assim foi resumida e enfática a colocação do novo produto conceitual pretendido .Que de agora até o sempre, o jogo perdido passe a ser jogo  ganho e o resultado negativo passará  a ser o positivo. Será o belo e  o que deve ser adorado, perseguido  e objetivado por tudo e por todos.So os perdedores ganham.Bom passa a ser mau.Ou em ultima instancia , o mal.

E assim será contada a anedota no futuro, onde mais uma solução milagrosa foi engedrada para permitir à pseudo amantegada equipe econômica pintar  e passar ao azul as contas públicas, que estão no vermelho. E fedendo.

Neste fatídico ano fiscal de 2014, agora já próximo de seu desejado por fim, por todos , só de janeiro a setembro, os gastos da administração federal superaram as receitas, deixando um maravilhoso e profundo buraco.Um rombo recorde e cavalar de R$ 20,7 bilhões. Desta forma exposta a ferida da realidade, tenta-se fazer o impossível e terminar o ano com um resultado positivo de R$ 116,1 bilhões (antes do pagamento de juros).

Esta meta para capazes,  que havia sido comprometida de ser feita, que foi aceita, datada e assinada no ano passado pelos mesmos milagreiros que hoje querem mudar o jogo no meio da partida, foi endossada por aprovada pelo congresso.Ficou assim, tipo prova provada do ato, como consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias,que  deu merda.

O saldo (também chamado de superavit primário), do qual poderiam até ser descontados R$ 67 bilhões em investimentos e desonerações federais, destinava-se ao abatimento de encargos da dívida pública do país. Dinheiro tomado emprestado por não ter.E que devia ser religiosamente pago como prometido.

Como se não fosse importante honrar compromissos e manter as contas sob controle, o dês governo Dilmão/PT, de olho, pé e mão em não perder o mando do bonde Brasil e o acesso ilimitado ao caixa da viúva,  passou o ano dando mãos e pés a irresponsabilidade do objetivo maior de bem gerir. E ombros para a responsabilidade administrativa, bem como para as leis de responsabilidade fiscal. Certamente estava enlevado pelo sonho feliz  de que mandava no Congresso e tinha poder e caixa para fazer um novo mensalão, com a moeda corrente de sempre ( e sem riscos de ir ser jugado no STF, já que a pratica é aceita como normal) com o rachid e negociata  dos cargos e do poder.

O pedido de socorro travestido de casuísmo honorável,  foi feito com notável desfaçatez. O dês governo quer agora  que o Legislativo, mude e aprove ‘rapidim no toque de caixa’ , as novas regras para  um novo e criativo conceito contábil de superávit. De tal e criativa forma que todos os pagamentos( gastos)  do PAC e todas as desonerações fiscais(renuncias feitas a titulo de turbinar artificialmente a economia)  –que, somados, alcançam R$ 127 bilhões–, sejam desconsiderados no saldo final. Uma espécie de prova dos nove.Faz-se noves fora e a conta errada fica mais que acertada, provada correta.Em contabilidade de mareta diz-se: Diferenças  procuradas, diferenças encontradas, diferenças acertadas no martelo.

Se o descumprimento  do datado e assinado como meta de trabalho, se devesse a razões de força maior, ( guerras, cataclismos e similares) a mudança  pedida, poderia até merecer ser analisada  se podia ser consideração, ou se haveria um solução de esperar-se coisa melhor.Mas neste contexto dito de céu de brigadeiro,onde a corrupção, a irresponsabilidade , o descalabro e a maquiagem imperaram , o pedido se torna o preço da puta. E salgado demais para uma simples foda.

Lei geral da sobrevivência e diretriz primeira da administração, todo administrador  mesmo os não formados, sabem que, o principio do viver sem receitas só é viável  sem gastos.Assim sendo quando minguam as receitas,os gastos deve diminuir. A indi gestão federal, todavia contudo, ou ou , ora hora,  manteve o nível de despesas e crescente, mesmo sabendo e após reiterados sinais de que a arrecadação tendia a baixa. Resolve agora, cartola na mão, mais que tirar mais coelhos que o possível – coisa já feita – , multiplicar cartolas sob a justificativa de se adequar a regra da mágica.

Se esta maluca tentativa de mágica barata prosperar, o preço a ser pago desde já e num longo futuro,  será grande demais para o país. Variar objetivos, regras e metas, ao sabor dos desejos do títere de plantão, equivale a não tê-los. Quiça não seja este primeiro, um boi de piranha antevendo um futuro triste e bolivarianamente pouco promissor…

Agora é hora do congresso mostrar ao Dilmão/PT e claque ‘acessora’planaltina, a cor dos bagos que teem. E urgente e ‘sine qua’  rejeitar a proposta de revisar o superavit , assumido, assinado e chanceladamente exigido para 2014.

Se o palácio , caga e anda para a credibilidade e para as normas de economia, cabe ao Congresso, mais que fazê-lo mostrar a ´coisa de quem tem a bola roxa ou a racha rosa.

Cor do meio não serve.

Os nossos parlamentares eleitos sob a luz da constituição que temos,  devem , assumir o erro, formalizar a aceitação do estouro da meta, e mostrar ao povo que o elegeu, que o recado dado ao encarregado de ser Executivo , DILMAÃO/PT, é que se deve respeitar, na teoria e prática, o que se exige de todos os entes da federação, estados e municípios, através da Lei de Responsabilidade Fiscal.Que tem pra quem não sabe,  sanções duras e cabíveis. Inclusive de porta da rua. Só assim, a nova indi gestão Dilmão/PT2, pensará duas vezes antes de escrever e tentar encenar outra nova e grotesca peça nas contas públicas.

Disse em alta voz à mídia ,  com toda a desfaçatez  e impropriedade que lhe é peculiar, o talvez autor da infeliz ideia, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), tentando justificar o injustificável: que isto é questão de  estado e não de governo.

Disse tudo. Verdade verdadeira: ao fazê-lo, lembrou bem ao congresso, sua missão maior de dizer a palavrinha mágica,aos pretensos deuses e aos donos do poder de plantão, antes que se coroem reis bolivarianos: NÃO!

Como diria um dos poucos juízes sábios e merecedores de respeito que ainda temos, ao sentenciar no linguajar da claque, sobre a pertinência do conteúdo e objetivo do projeto:

Assim sendo,depois de detida analise, concluímos que falta substancia, razão, propriedade e legalidade ao pleiteado. Por conseguinte e finalizando serenamente,  o pleito não merece prosperar. Assim sendo, deem ciência deste meu julgado e  devolvam esta peça teatral de ficção, na forma respeitosamente e corretamente devida, a puta que o pariu, ou arquive-se!

 

PS. Sobre os palavrões utilizados no texto:

Utilizo aqui, alguns ” palavrões”.Me auto endosso baseado na consideração de motivos relevantes, feita pela dono do titulo original deste artigo, o insubstituível ,Nelson Rodrigues, que dizia:

A palavra e seu significado andam juntos. Quanto mais próximo um do outro, maior sua força e significado.Coisa indispensável em indignações e retratação fiel de ofensas ou externação de vontades extremas.O exemplo mais objetivo e utilizável na língua portuguesa, seria o popularíssimo, vai tomar no cú !Que por si se explica o uso corrente , em detrimento de outras formas elegantes como vai tomar no orifício anal, vai tomar no orobofício e outras milhares de elegantes variâncias possíveis.

 

 


Nenhum banner cadastrado ainda

WP-Backgrounds Lite by InoPlugs Web Design and Juwelier Schönmann 1010 Wien