Boicote das mulheres gestoras de cultura, a maioria apoiadora do PT, muda rumo da decisão do presidente

Cansado do boicote premeditado pelas mulheres da área de cultura, Michel Temer pode nomear homem para chefiar Cultura

 O governo recebeu algumas recusas ao convite para a chefia do cargo da Secretaria Nacional de Cultura. E já admite a possibilidade de recuo na iniciativa de colocar uma mulher na chefia do órgão, cuja estrutura, no governo de Michel Temer, está subordinada ao Ministério da Educação.

Nomes como o do músico Sérgio Sá e do cineasta ex-secretário da Cultura de São Paulo Carlos Calil entre possíveis candidatos foram citados. Outro cotado é o cineasta João Batista de Andrade, atual diretor do Memorial da América Latina, nome oferecido pelo PPS.

O governo Temer recebeu várias críticas por não ter nenhuma mulher em seus ministérios, a partir daí o governo buscou um nome feminino para ocupar a secretaria, mas várias recusaram o convite.

A antropóloga Cláudia Leitão (CE), ex-secretária nacional de Economia Criativa da Cultura, publicou texto afirmando que respondeu com um “sonoro não” ao contato do governo. A consultora de projetos culturais e coordenadora de curso de pós-graduação da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Eliane Costa escreveu ter sido sondada, mas, segundo ela, respondeu que não trabalha para “governo golpista” e que não será “coveira do MinC”.

A jornalista e apresentadora Marília Gabriela, também foi sondada, mas disse não querer assumir tal cargo. Nesta terça (17), a atriz e diretora Bruna Lombardi divulgou, por meio de sua assessoria, nota em que afirma ter recusado o cargo.

Carlos Augusta Calil, cineasta, crítico e ensaísta e professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicação e Artes da USP, é um nome cotado para assumir a Secretaria Nacional de Cultura.

Manifestantes contrários à extinção do Ministério da Cultura ocupam os prédios do Minc em várias capitais. A classe artística também manifestou intenção de lutar contra a extinção do Ministério.

O ministro da Educação e Cultura foi convocado pela Comissão de Educação do Senado para dar explicações ao colegiado sobre como a pasta manterá os programas e projetos da área cultural após a extinção do MinC. Ainda não há data para a audiência pública.


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