A má gestão da água dá certeza de nova escassez.

Depois da quase catástrofe e dos muitos danos causados pela estiagem no SUDESTE , em São Paulo e no Brasil, parece que as chuvas limparam a preocupação do visor dos governantes, pois os programas de investimentos  e medidas de prevenção, se não acabaram, praticamente pararam. Isto vai fazer  voltar o racionamento de água

 

Desde 2014 São Paulo sofre com a falta de água principalmente nas periferias. Um exemplo de má gestão e equivocada, foi o do atual governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), que no último dia 7 de março de 2016,que   declarou que a crise hídrica havia terminado.Só avisaram pra ele esta irrealidade.

Segundo os pesquisadores  da USP, é necessário promover uma reforma hídrica no Brasil e  em SP principalmente, para conter em níveis administraveis o risco de o racionamento de água nas grandes cidades do Brasil. “Crise não começa nem termina por decreto de governante “,disse o pesquisador entrevistado

Para os estudiosos, a crise da agua vai continuar, enquanto não houver mudanças estruturais na nossa forma de gestão da água, tanto por parte do governo quanto por parte da população. A cultura de gestão e uso é que precisa mudar para reduzir o desperdício.

Notadamente quase todos os setores da indústria e da agricultura precisam mudar  e reingenheirar seus processos. Outra coisa que tem que mudar imediatamente e que nos dias de hoje é um absurdo, os chamados contratos de demanda firme, em que os grandes clientes precisam consumir um volume alto de água para terem direito a uma tarifa mais barata.

Outro aspecto que tem que mudar é a filosofia de reúso da água.Esta é uma pequena solução para diminuir a demanda por água nas grandes cidades.Somando a tudo isto, precisamos realizar uma revolução verde de infraestrutura urbana, que consiga fazer maior retenção de água no solo, evitando as impermeabilizações e o escoar de uma só vez. Para começar a montar essa infraestrutura os gestores deveriam praticar mais a recuperação  e preservação das matas ciliares de rios, lagos e nas áreas do em torno dos mananciais, reduzindo a evaporação que é seguramente a maior perda dos reservatórios e aumentando a segurança hídrica dos projetos envolvidos e do abastecimento das cidades.

Essa questão é urgente, porque segundo projeções dos demógrafos, 90% da população latino-americana estará super concentrada e vivendo em zonas urbanas até 2040. Em 2010, eram 80%.

Um  exemplo neste tópico é a cidade de Nova York , pois investiu na infraestrutura verde e obteve grande aumento da segurança hídrica. Houve um investimento maciço em preservação de áreas nos arredores dos mananciais e o custo pela produção de água da cidade caiu. Ficou seis vezes mais barato do que pagar pelos métodos tradicionais de aumento de produção de água. Como a busca por novos pontos de captação.

Sem essas grandes mudanças estruturais, pesquisadores projetam um futuro hídrico seco e incerto, em que as cidades, grandes e medias como a Grande São Paulo , continuarão à mercê da natureza e das mudanças climáticas ocasionadas pela atividade destrutiva do homem.

A medição e controle de ciclagem dos períodos de seca em várias regiões, indica uma varição media entre 4 anos a 11 anos, de acordo com a análise climática dos dados da região

Se este parâmetro estiver aferido e certo, os prognósticos indicam  um próximo período seco que pode ocorrer entre o fim desta década e meados da próxima. (2020/2025)

“No fim deste ano há previsão de um episódio de La Niña, que tenderá a causar mais chuvas no Norte e menos chuvas no Sul do Brasil”, dizem os estudiosos.

Sem estas medidas de contenção e mitigação do problema da estiagem, e com pouca chuva nos meses mais quentes, o ciclo vicioso que atingiu o pais nos últimos anos,  pode voltar a se agravar.


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