A alta baixa qualidade do ensino petista em SP

Na prefeitura de SP ou no planalto, o modus operandi é o mesmo.

O discurso é um e a realidade é outra. Em SP agora a escola aprova aluno com nota vermelha.

Em uma reviravolta de opinião com características eleitoreiras, a prefeitura de SP resolveu que os estudantes das escolas municipais de São Paulo serão aprovados de série mesmo que tenham nota vermelha em todos os bimestres.Esta foi a ordem do secretário de Educação, Cesar Callegari.

Dizem todos os professores e diretores de escola, que isso contraria o discurso oficial da eleição, quando se falava em mais qualidade na educação  e agir com mais rigor com os alunos da rede municipal seria a solução

Em sua gestão na prefeitura, uma das principais medidas adotadas por Fernando Haddad (PT) na educação foi aumentar o total de séries em que o aluno poderia ser retido. Eis que agora invertem atitude e opinião

Até então, a reprovação poderia ser feita apenas em duas das nove séries, no sistema chamado de ciclos. Com objetivo de melhorar a qualidade, passou a ser em cinco séries, a partir desse ano letivo.

Agora, num insigth divino, o secretário de educação, diz que o importante é avaliar se o aluno tem melhorado ou possui potencial (????) para continuar na turma. Diz o iluminado secretário : “O sujeito teve 3, 2, 2, 4 [notas bimestrais] e, como ficou tudo no vermelho, será reprovado? Não é isso. Queremos avaliação do processo inteiro”.Não disse quando, onde ou como.Coisa de gênio em educação.

Se a prefeitura tivesse salas de 15 alunos, podia-se até tentar se avalizar o novo metodo de aprovação .Se tivesse certeza que o apoio ao aluno com dificuldades continuaria na serie seguinte, tudo bem com não reprovar.Evitaria a contaminação certa de quando se tem diferentes faixas de idade na mesma turma. Coisa impossível com 30/40 alunos dentro de sala.

Essa nova e divina diretriz é e já foi muito  severamente  criticada por profissionais da rede de ensino. Eles acham que a gestão Haddad faz um discurso de cobrança de desempenho dos alunos antes da eleição , mas na prática evita que eles sejam retidos. Digo que faço, mas não pratico.

Gestores têm de se equilibrar entre o fato de a reprovação aumentar a evasão e a pressão dos professores pela adoção do mecanismo, sem o qual teriam de aprovar quem não aprendeu.

Quando apresentou as mudanças, que incluíram provas bimestrais, Callegari havia afirmado que a ideia era mostrar que “educação é trabalho”. As notas também ( voltaram) passaram a ser de 0 a 10 – antes eram conceitos americanos( A, B,C) . Uma espécie de analogia ao ABC

Na semana passada, o sindicato dos diretores de escolas municipais- Sinesp -divulgou comunicado em diz com todas as letras que a nova norma é chula “politiqueira”, quando diz que quer a ampliação da possibilidade de reprovação de duas para cinco séries.

Diz o sindicato que houve varias  denúncias de que diretores de ensino estão pressionando as escolas a não reprovarem. O processo de avaliação dos alunos está em fase final.

Diz o sindicato: A administração pode fazer o que quiser. Só não pode escrever uma coisa e falar outra. “Se a administração não quer mais o que está escrito nessa portaria, deve revogá-la”, afirma o sindicato.

Uma professora que leciona na zona norte disse, sob condição de anonimato, que as reuniões no começo deste ano com os dirigentes indicavam que haveria liberdade para reprovar alunos. Agora a ordem é que se reprove muito menos de 10% das classes, independentemente da situação dos estudantes, bons ou maus, sabendo ou não.

“As decisões finais sempre couberam ao conselho de escola, formado por professores. O que nos incomoda é que o discurso para a sociedade é que os alunos podem reprovar. E na verdade quase nenhum vai”, disse ela, que atua desde 2002 na rede.

O vice-presidente do Sieeesp (sindicato das escolas particulares de São Paulo), José Augusto Mattos Lourenço, afirmou que a política de reprovação nos colégios privados é diferente.

A análise da evolução do aluno só é considerada para aprovação se as notas estiverem muito próximas do mínimo exigido. “Com 2, 3, 4, ele nem vai para o conselho de classe e é reprovado.”

 


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